Desde a Fundação…

Há 25 anos (1987-2012) só Deus sabia onde hoje estaria o 908, no entanto em 1986 e 1987 (um ano antes do início e o primeiro de todos) alguns sabiam para onde queriam ir e que caminhos tomar para lá chegar.

O Pedro Coutinho (na altura seminarista, hoje Pe. Pedro Coutinho) rodeou-se de uns quantos jovens-adultos (uns mais jovens que outros) para tornar esse sonho real – Jorge, Mário, Rôxo, Albino, Zeca, Alex, Tó-Zé, Carlos e Xana. Com o apoio do Pe. Manuel, foram os impulsionadores do Agrupamento de Carnaxide em formação. Hoje são rostos pouco conhecidos na nossa paróquia, mas que tanto fizeram para que aqui chegássemos.

Em outubro de 1987 o agrupamento dá início às actividades com (esses) onze adultos e 23 crianças. Formaram-se as primeiras três patrulhas de Exploradores Júniores (hoje só Exploradores, crianças com idades entre os 10 e os 14 anos): a Tigre, a Lobo e a Falcão.

No ano seguinte, o efectivo do agrupamento duplica com a criação de mais duas patrulhas e com a abertura da Alcateia (crianças com idades entre os 6 e os 10 anos). No final desse ano escuta é finalmente atribuído o número ao agrupamento: 908. O Agrupamento de Carnaxide, que já tinha nascido, acabava de ser oficializado. No ano 1989-1990 é aberta a secção dos Séniores (hoje denominados Pioneiros, rapazes e raparigas entre os 14 e os 18 anos) com três equipas. Em pouco tempo (três anos) o agrupamento passa de 30 elementos para 100. Nesta altura, as equipas de animação também cresceram e tinham mais elementos. No final do terceiro ano de escutismo o sentimento era de muita satisfação, existindo a consciência que se tinha formado algo especial, com bases sólidas e com um longo futuro pela frente.

Dois anos depois nasce o primeiro Clã (idades entre os 18 e os 22 anos) com duas equipas e fecha-se o ‘ciclo de crescimento’ do Agrupamento: 120 elementos distribuídos por quatro secções.
Quando ‘olhamos para cima’ vemos um irmão mais velho. Uma expressão que revela um sentimento tão Escutista.

Durante os primeiros anos, o agrupamento reunia-se na rua. A sede era um espaço que não chegava para todos. Entre 1987 e 1991 a sede era somente na Rocha, a partir de 1991 até 1995, acrescentaram-se quatro salas em S. romão (hoje, a Torre dos Exploradores) e em 1995 com a inauguração do Centro Paroquial de Nossa Senhora do Amparo, “herdámos” todo o espaço de São Romão, que até hoje é a nossa casa. Temos espaço para tudo e para todos e situamos-nos junto às Igrejas que nos acolhem (edifício e Comunidade Cristã).

Para se viverem 25 anos basta estar vivo, mas para se Celebrarem 25 anos de Escutismo é preciso um pouco mais do que isso. O Escutismo foi ‘inventado’ por B-P há mais de 100 anos, mas concretizá-lo sábado após sábado, ano após ano, precisa de gente, conhecimento, alma e organização. Felizmente, e com a Graça de Deus, nada nos tem faltado. A começar pelas gentes responsáveis que o fazem acontecer, passando pelos pais que ajudam a ser possível e terminando no objetivo final: as crianças e os jovens que nos fazem sonhar e acreditar que não há impossíveis.

A História do Agrupamento é o somatório das inúmeras estórias vividas por todos aqueles que passaram pelo 908. Os laços fortes ao movimento e ao agrupamento criam-se através da ação e muito pouco através das palavras. A mensagem do Escutismo, os Valores e a Metodologia, são da maior importância, mas é na aplicação de tudo isso que vemos frutos. Constrói-se amizade e fraternidade e juntas produzem um crescimento mais completo de cada um, levando aos outros mais qualquer coisa. E é neste crescimento do Ser de cada Criança e Jovem, e com base no Saber preparando-o para o Agir (Servir), que se ‘encerra’ o Escutismo.

Nem sempre faz sol, nem sempre o posto do Raid é logo ali, nem sempre conseguimos ajudar quem mais precisa, nem sempre somos o amigo que o outro precisava, nem sempre “acreditamos” até ao fim na Lei, nem sempre nos damos sem reserva, nem sempre conseguimos cumprir o que Prometemos, mas Prometemos voltar a tentar e fazer melhor da próxima vez. Ninguém disse que ia ser fácil, mas também nunca ninguém pensou que desse tanto gozo isto da Felicidade.

E se há 25 anos os fundadores sabiam muito bem que caminhos seguir, no entretanto, e para aqui chegarmos, as nossas direcções foram muitas vezes iluminadas por Ele. Desde algum tempo que temos ajudas especiais nessa Luz. Só Ele tem os que mais ama, e o Albino, a Glória e o Cájó têm feito horas extraordinárias por nós.

Obrigado a todos, aos de hoje, aos de sempre e aos para Sempre.

25 Anos de História

AcAgrus

Desde a fundação do Agrupamento que a realização de, pelo menos, um Acampamento de Agrupamento por ano tem sido uma constante. O que espelha bem o grande sentido de unidade e família que as diferentes direcções do Agrupamento têm vindo a saber incutir nos seus Escuteiros.

Até ao AcAgru de 1996 (inclusivé), os acampamentos estavam organizados em 3 sub-campos e baseavam-se em jogos disputados entre os sub-campos, no entanto, não existia por assim dizer um imaginário por detrás desses mesmos jogos.

A partir de 1997, com a realização do primeiro AcAgru na mata de Ferrel e com o imaginário do Senhor dos Anéis (uns bons anos antes da sua adaptação para filme), os AcAgrus passaram a estar organizados em 4 sub-campos, constituídos, regra geral, por um bando, uma patrulha e uma equipa, ficando a chefia de cada sub-campo a cargo da patrulha “Lince” (Animadores e Dirigentes) e, por vezes, alguns caminheiros do Agrupamento.

Como pano de fundo, tem existido sempre um imaginário, a partir do qual surgem 4 personagens que dão vida e animação a cada um dos sub-campos e um objectivo que é a conquista de um determinado prémio. Prémio esse que vai passando pelos diferentes sub-campos consoante a sua classificação no final de cada dia. As construções, os jogos nocturnos, o torneio desportivo, a celebração no Domingo aberta aos familiares e amigos, o grande jogo e os fogos de conselho, têm sido marcos importantíssimos na vida do Agrupamento.

Os Calhaus

“O Agrupamento 908 Carnaxide tem a honra de convidar Vossas Excelências a participar na Gala de entrega dos Calhaus, a realizar no próximo dia…”

Todas as Galas dos Calhaus, desde Novembro de 1992, começam assim, com uma carta a convidar todos os escuteiros e seus familiares, a participarem naquilo que se quer que seja uma grande festa do agrupamento.

A Gala dos Calhaus está dividida em 5 partes; a montagem, o jantar, os sketches, a entrega e a desmontagem. A montagem da festa é um dos momentos mais importantes de todo o processo, é um barómetro da alma do agrupamento e o resultado é sempre muito positivo. O jantar conta com o simbolismo de serem os escuteiros a servir os pais e os sketches são um momento de grande empenho por parte de cada uma das secções. A entrega é a entrega, todos sabem começa com a sala toda às escuras e a música; tum, tum, tum… “Bem Vindos à Gala dos Calhaus!”. Por fim a desmontagem, o momento que preferíamos que não tivesse que acontecer.

Um jantar onde o convívio entre todos, escuteiros e pais, é um dos objectivos centrais, mas onde o momento alto de cada Gala é atingido com a entrega dos famigerados “Calhaus”. Esta cerimónia, esta entrega de “Calhaus”, tem por objectivo premiar todos os escuteiros do Agrupamento que se destacaram ao longo do ano escuta anterior. Existem diversas categorias onde “os nomeados são já vencedores”, e que se premeiam aqueles que mais se evidenciaram ao longo do ano. Os escuteiros do agrupamento são destacados nas seguintes categorias: pioneirismo, orientação, cozinha, campista, animação, sociável, criatividade, cargo, testemunho cristão, revelação, progresso, empenho, da melhor vontade, aventura, empreendedor, serviço, sub-guia, guia, patrulha, lobito, explorador, pioneiro, caminheiro e matacão.

CA’s

Chefes de Agrupamento

1987-1990 – Jorge Souto
1990-1991 – José Rôxo
1991-1994 – Jorge Souto
1994-1995 – Jorge Souto
1995-1998 – José Lopes
1998-2000 – Luis Machado
2000-2003 – Pedro Silva
2003-2006 – Pedro Silva
2006-2009 – Pedro Silva
2009-2011 – Olavo Dinis
2011-2012 – Pedro Silva
2012-2015 – Pedro Silva
2015-2018 – Pedro Silva

AA’s

Assistentes de Agrupamento

1987-1992 – Pe. Manuel Chicharo
1992-2001 – Pe. Jorge Alves
2001-2008 – Pe. João Nóbrega
2008-2017 – Pe. Luciano Vieira